METADE - Oswaldo Montenegro
É simplesmente isso que lhes ofereço. Sem métrica, sem pretensões (embora a ausência possa ser a maior de todas elas). São fragmentos: devaneios em verso e prosa. Quem sabe um desatino, metáforas, as vozes dos meus alteregos.
novembro 29, 2008
novembro 25, 2008
novembro 21, 2008
Avesso do espelho
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você.
(PRA RUA ME LEVAR - Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy)
setembro 02, 2008
Desapego
agosto 30, 2008
Canção
Mas a vida vai tão depressa!
- e é preciso deixar contida
a tristeza, para que a vida,
que acaba quando mal começa,
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor, não quero amar...
Não quero nenhuma promessa
nem mesmo para ser cumprida.
Não quero a esperança partida,
nem nada de quando regressa.
Quero um dia para chorar.
Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa
aventura mal entendida
sobre os espelhos sem saída
em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto. Chorar."
(Cecília Meireles)
A lágrima não expurga as dores da alma. Mas, nos permite revelar o que sentimos mesmo quando nos faltam palavras. Seja, talvez, a mais poética e sublime e pungente expressão do sentir humano. O choro é um desabafo, um lamento, uma tentativa desesperada de aliviar o coração e dar voz àquele grito mudo há muito sufocado. Uma emoção genuína que - de tão verdadeira - nos é involuntária e faz o corpo inteiro transbordar o oceano de sentimentalidades que trazemos dentro de nós.