outubro 19, 2011

"Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas, quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Por favor, não me apareça pela metade."

(Caio Fernando Abreu)

julho 30, 2011




"O português correto diz: 'Eu sou'. Sujeito singular, verbo no singular. Mas quem aprendeu de Sócrates, quem conhece a si mesmo, sabe que a alma diz: 'Eu somos'. E diz bem. Pergunto-me: Qual dos muitos eus eu sou?"

(Rubem Alves)

abril 13, 2011

janeiro 30, 2011


"Olharam-se sem palavras, desalento contra desalento. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos. Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível. (…) Ele, com sua natureza aprisionada. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás."


(Excerto do conto 'Tentação', de Clarice Lispector)

janeiro 09, 2011


"Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos."


Hermann Hesse (1877-1962), Demian

janeiro 01, 2011

2011 nasce...

esperança, alegrias... o sonho
expectativas, surpresa... o inédito
futuro, presente... o tempo
aprendizados, experiências... a vida

dezembro 31, 2010


"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se

E

— ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."


(Mario Quintana - Esperança)